A Ilha da Queimada Grande, localizada a 35 quilômetros do litoral do estado de São Paulo, é considerada um dos locais naturalmente mais perigosos do mundo. Isso porque alguns estudos apontam que o local tem, pelo menos, 9 cobras da espécie Jararaca-ilhoa (Bothrops insularis) por metro quadrado. Como é uma espécie altamente venenosa, o desembarque na ilha foi proibido pelo governo e ilha brasileira foi considerada Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) desde 1984.
Uma reportagem publicada no portal da prefeitura de Itanhaém, localizada próxima à ilha, revelou que cerca de 15.000 cobras habitavam o local. Contudo, estudos recentes apontam que a população destes animais caiu para apenas 2.000.
Biólogos acreditam que mesmo com a queda no número de cobras, o animal exista em abundância no local por não existir nenhum outro ser acima delas na cadeia alimentar.
As cobras influenciaram até na criação do nome da ilha, que é chamada de Queimada pelo fato de pescadores da região, há muito tempo, atearem fogo na mata costeira para afugentar as serpentes e então poder desembarcar em terra firme.
Atualmente a ilha é completamente desabitada e seu acesso é restrito aos analistas ambientais do Instituto Butantã.
Em 2010, o site Listverse, especializado em listas avaliativas sobre diversos temas, elegeu a Ilha da Queimada como o pior lugar do mundo para se visitar, à frente da zona contaminada de Chernobyl e dos vulcões de lama do Azerbaijão.
Disponível em: http://topbiologia.com/ilha-brasileira-e-um-dos-locais-mais-perigosos-mundo/

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